Sindirural e Faep promovem Seminário sobre a comercialização da safra 2013/14 com especialista de Chicago(EUA)

"Os segredos fora da porteira"

Durante a semana de 05 a 09 deste mês, o circuito itinerante de palestras intitulado "Os segredos fora da porteira", realizado pela FAEP - Federação da Agricultura do Paraná, em parceria com os Sindicatos Rurais, esteve presente em nove regiões significativas do Estado. Na sexta-feira (9), foi à vez de Cornélio Procópio, que proferiu tal seminário no centro de eventos, localizado no Parque de Exposições Arthur Hoffig, e recebeu centenas de produtores rurais e profissionais do ramo para debater os caminhos da comercialização de grãos, como gerenciar riscos, as tendências de preço, a situação do mercado global e influência nas commodities agrícolas. Por meio do Sindicato dos Produtores Rurais de Cornélio Procópio (Sindirural), na pessoa de seu presidente, Floriano Leite Ribeiro, anfitrião do evento, em parceria com a Sociedade Rural, o circuito contou com a participação do consultor internacional em commodities, investimentos e economia e diretor de Novos Negócios da Futures International, Pedro Dejneka, que vive nos EUA desde 1995, onde desenvolve técnicas e estratégias de comercialização vinculadas aos efeitos da Bolsa de Chicago, cidade onde reside.

O público presente, composto por líderes sindicais, lideranças rurais, de cooperativas e produtores, pôde acompanhar além da palestra de Pedro H. Dejneka, questões do seguro rural e a logística no Estado, temas que ficaram a cargo do coordenador do Departamento Técnico Econômico (DTE), Pedro Loyola, e do engenheiro agrônomo, Nilson Hanke Camargo, também do DTE/FAEP, respectivamente. "A carência de mecanismos que asseguram, principalmente, a produção do pequeno e médio produtor rural, prejudica o desempenho e o desenvolvimento assíduo da economia regional, estadual e nacional. Mas, estes recursos não estão totalmente ao alcance do produtor rural. Parte de uma estância maior, das ações e prioridades políticas estaduais e federais", explica Loyola.

Os pontos de vista de Dejneka, que acompanha de perto a Bolsa de Chicago, foram discutidos em conjunto aos participantes. "É importante que o produtor entenda que a demanda por grãos não vai cair, e sim os preços, devido ao grande volume de produção mundial. Por isso ele deve ficar atento para os repiques de preço, que devem acontecer até outubro quando começa a colheita de milho nos Estados Unidos. Buscar boas negociações e vender nesses períodos", recomendou, por meio de uma palestra dinâmica e interativa com o público. Enfatizou inclusive a adesão ao seguro rural e como os recursos neste sentido são superiores nos EUA, além de sugestões eficazes de educação financeira, os processos de negociações "Fora da Porteira" e como conhecer a melhor época de fechar um negócio e vender os seus produtos. "O Brasil é o maior produtor rural do mundo da porteira para dentro. Faltam-lhe recursos e alternativas viáveis para administrar o entorno, recursos estes que devem ser disponibilizados pelas políticas públicas. Estar próximo do risco faz compreender que proteção é fundamental", salienta.

O especialista acentuou que quanto mais elástico o preço de um produto ou serviço, mas sensível torna-se a demanda. "O produtor deve ficar atento às oportunidades de venda do seu produto. Não vale a pena esperar que um problema se torne um grande problema, para depois pensar em revolvê-lo. Os preços devem subir até quando e onde o mercado demonstrar que a demanda tenha sido racionada o suficiente para que haja equilíbrio das partes", reforçou. E recomenda ao agricultor adotar uma visão sistêmica do mercado, observando o que acontece no mundo que pode influenciar sua produção e comercialização. O crescimento ou encolhimento da economia chinesa, por exemplo.

João Francisco Vilela de Carvalho, Presidente da Sociedade Rural da Região de Cornélio Procópio, um dos parceiros na realização do evento, salientou que, por meio das palestras proferidas no seminário, foi possível entender sobre um futuro, que logicamente ninguém sabe com precisão. "Corremos o risco do mercado futuro, principalmente de soja, não ser tão alegre como alguns esperavam ou esperam. Sem meias palavras, Pedro, consultor em Chicago, não fez uma palestra para agradar os ouvintes, pois a maioria presente eram sojicultores. Usando as palavras do seu pai falou: O verdadeiro amigo é aquele que fala a verdade, doa a quem doer. Como ele mesmo deixou bem claro, logicamente uma geada na colheita nos Estados Unidos e um veranico na América do Sul, na safra de soja, todo o mercado muda, mas o resumo geral ficou bem claro, tivemos dois ou três anos com bons preços com soja acima dos U$13,00 dólar o Bushel, e que dificilmente veremos isso pelo menos no próximo ano", reforçou.

Assessoria de Imprensa - Laiz Auriglietti - SindiRural Cornélio Procópio